Dicas do Protegildo - Revista Proteção, NR 29, Saúde e Segurança do Trabalho
Segurança na Atracação e Desatracação

Segurança na Atracação e Desatracação

Realizadas na borda da muralha do cais, com risco de queda no mar, a operação de atracação e desatracação de embarcações oferece sérios riscos aos trabalhadores.

Embora não seja considerada atividade do trabalho portuário de acordo com a Lei nº 12.815/13, a atividade consta na NR 29 – Saúde e Segurança do Trabalho Portuário.

Fique atento às recomendações:

  • Uma pessoa responsável em terra deverá dirigir as operações de atracação, certificando-se de que ninguém esteja próximo aos lugares perigosos da manobra antes de ordenar que se larguem ou se recolham os cabos de amarração. Caso julgue mecessário, deverá sinalizar ou isolar a área;
  • As pessoas que não estiverem trabalhando na operação deverão ficar afastadas no mínimo 30 metros;
  • Ao amarrar o navio, não se deve combinar em uma mesma direção cabos de fibra e cabos metálicos, pois uns e outros possuem diferentes graus de elasticidade;
  • Nas operações de atracação deverão participar, pelo menos, duas pessoas em cada espia (cabos de fibra vegetal ou sintética ou de fio de arame de aço);
  • Durante as manobras de atracação, os cabos encontram-se frequentemente sob tensão. Por esse motivo, os membros da equipe deverão estar sempre posicionados em lugares seguros, onde não sejam alcançados pelo golpe de um eventual chicoteio, ocasionado pela ruptura de um cabo de amarração;
  • O OGMO (Órgão Gestor de Mão de Obra) ou a administração portuária deve solicitar aos armadores a vistoria prévia dos cabos e espias utilizados naa atracação da embarcação;
  • Deverão estar disponíveis e próximas ao local de atracação as boias salva-vidas, soltas ou fixadas com cabos;
  • A pessoa responsável em terra pela coordenação da operação de atracação deve ter consigo um rádio comunicador para manter contato direto com o prático no navio ou no rebocador

ATENÇÃO!

Quanto aos equipamentos de terra, é necessário que a administração do porto providencie a manobra dos guindastes e pórticos para uma posição segura, de modo a deixar livre a área de atracação, bem como os cabeços de amarração

Atracacao de embarcacao seguranca do trabalho

Cabos e Espias

  • No caso de uso de cabos de fibras sintéticas para o trabalho portuário, lembre-se: os cabos podem esticar-se muito e, em caso de ruptura, tendem a produzir um forte chicoteio;
  • Em geral, a ruptura de um cabo não vem precedida de um sinal audível e alguns cabos têm um baixo ponto de fusão, tendendo a fundir-se ao passar ao redor do molinete de atracação;
  • Os cabos devem ser estivados longe de fontes de calor, não ter contato com produtos químicos (decapantes fosfatizantes e removedores de tintas) e não devem ser expostos continuamente à lux do sol;
  • Se houver uma perna inteira rompida, ou com desgaste superior a 20%, o cabo deve ser substituído.

E você, já teve contato direto com as atividades de atracação e desatracação? Participe, deixe um comentário!

Fonte: Revista proteção, Dicas do Protegildo.

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Sobre André Chaves


Engenheiro Ambiental com pós graduação em Engenharia de Segurança pela Universidade Fumec, presto consultoria na área de Segurança do Trabalho e Saúde Ocupacional. Acredito na aplicação da SST nas empresas de forma a oferecer o máximo de segurança aos trabalhadores, sem que isto onere demasiadamente os empregadores.